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Editorial

A SENSAÇÃO DE SER VOLUNTÁRIA (O)

Existirão muitas formas de se ser feliz, mas talvez muito poucas reúnam tão grande consenso, como o prazer ou a felicidade de dar e a sensação do reconhecimento da dádiva.
Reconhecer e respeitar o outro como nosso igual, com as fragilidades próprias do ser humano e todas aquelas que a idade, a doença ou os reveses da vida acrescentam é a base e a essência do voluntariado.

Para se partilhar é necessário ter alguma coisa para dar, mas é acima de tudo uma atitude, um estado de espírito. É a capacidade de partilhar alguma coisa de nós próprios, como, por exemplo, uma pequena parte do nosso tempo que, tantas vezes, desperdiçamos de uma forma inconscientemente egoísta. Das 168 horas que uma semana tem, tentemos oferecer apenas 3 horas.

Entre as numerosas actividades da vida existem sempre aquelas que nos dão algum prazer, por isso agarremos numa delas e vamos oferecê-la ao Voluntariado. Ensinar seja o que for, ler, conversar, ajudar nas actividades diárias quem não tem autonomia, são apenas alguns exemplos daquilo que, por vezes, não nos lembramos ou achamos que não somos capazes de fazer. Então a sensação de vitória é ainda maior e o prazer redobrado.

O voluntariado constitui de alguma forma uma terapia ocupacional. Fazendo-o permite-nos, quantas vezes, esquecer as amarguras das nossas vidas, as nossas dores físicas, constituindo um estímulo físico e cognitivo que alimenta o nosso amor próprio. Fazer parte do Voluntariado desenvolve o sentimento de amor e de espírito solidário. Hoje damos, amanhã recebemos.

Quando, por vezes, vislumbramos numa face o brilho do olhar e a pureza do sorriso como reconhecimento da nossa entrega, atingimos a plenitude da felicidade.

A Direção da Liga